- Anorexia É uma perda de peso auto-induzida, por meio da restrição alimentar e/ou pelo uso de laxantes e diuréticos, provocação de vômitos ou excesso de exercício físico.
- Características Gerais
- A principal delas é a procura incansável da magreza:
- Preocupação com a forma, peso e tamanho;
- Negação do apetite e não da falta de apetite;
- Presença do transtorno da imagem corporal;
- Viver centrado à dieta e ao valor calórico dos alimentos e o uso da negação do transtorno alimentar
- Causas:
- Falta de autonomia e individualidade;
- Incapacidade de separação de suas mães, intensa e mútua dependência mãe-filha;
- Pais omissos e percebidos como desvalorizados;
- Fome de amor e não de comida
- Anorexia É uma perda de peso auto-induzida, por meio da restrição alimentar e/ou pelo uso de laxantes e diuréticos, provocação de vômitos ou excesso de exercício físico.
- Bulimia Purgativo Episódios de compulsão alimentar seguidos de comportamentos compensatórios para evitar o ganho de peso. Torna-se um círculo vicioso de compulsão-purgação. Não Purgativo
- Bulimia Consequências:
- Amenorréia (falta de menstruação) pelo menos 3ciclos;
- Queda de cabelo;
- Perda de dentes (devido ao ácido dos vômitos);
- Distúrbios Psicológicos:
- Tricotilomia (arrancar os próprios cabelos );
- Tricolofagia (comer os próprios cabelos );
- Cleptomania;
- Depressão
- Aspectos sócio-culturais dos transtornos alimentares
- Síndromes ligadas à cultura ocidental - Dietas para emagrecimento, academias de ginástica, indústria cosmética
- O objetivo da ditadura da beleza é promover inconscientemente a insatisfação, e não a satisfação = Consumismo
- PIB : Padrão Inatingível de Beleza
- Grupos vulneráveis – a pressão para emagrecer, quando incrementada por expectativas de um bom desempenho, caracteriza o meio social ideal para a expressão da anorexia e da bulimia
- Aspectos socioculturais apenas como "envelope" para a emergência da Ana e da Mia. A cultura é vista como um "endereço sócio-cultural específico“
- Mudanças de paradigmas comportamentais entre homens e mulheres compõem o panorama sociocultural dos transtornos alimentares
- "É uma cultura que se auto-alimenta na internet. Em geral, dizem que não estão doentes, mas, no fundo, há sempre uma contradição. Elas sabem que é um sofrimento”
- "O corpo emagrece e a cabeça continua de gordo, ou seja, como a cabeça é poderosa, o corpo volta a ser gordo"
- Entrevistas com endocrinologista e nutricionista
- Ana e Mia e a Mídia Princesa Vitória, da Suécia Princesa Diana Karen Carpenter Virginia Woolf Victoria Beckham Deborah Evelyn Jane Fonda Christina Ricci Princesa Caroline de Mônaco Twiggy Elisabeth, imperatriz da Áustria “ Por acaso vocês já viram alguma gorda sexy como garota propaganda em alguma grande revista como Marie Claire ou Boa Forma?” “ Por que os manequins das lojas femininas são baseados em números de 36 a 42 em sua maioria?” “ Já viu alguma protagonista de filme ou novela realmente gorda?”
- As mulheres se acostumaram a submeterem-se a dor para atingir os padrões de beleza. Espartilhos na Idade Média Anéis no pescoço – Angola Pés engessados - China
- A mudança nos padrões de beleza ocidentais
- 1ª Guerra Mundial as mulheres deixaram de lado o recato para viver o agora.
- 2ª Guerra Mundial, as pin-ups e as vedetes, com muitas curvas são o padrão ideal
- Revolução feminina traz o tipo tábua
- Kate Moss - se tornou o retrato da ''estética anoréxica'' que marcou uma geração de estrelas das passarelas.
- Popularização do mundo das passarelas
- Marlene Dietrich Theda Bara Twiggy Marilyn Monroe Cindy Crawford Luiza Brunet
- Pressão da mídia atinge celebridades
- Victória, Princesa da Suécia, teve anorexia em 1997.
- Sua doença ajudou o país a compreender a gravidade do problema e iniciar campanhas contra esse padrão de beleza.
- Pressão : Lily Allen desabafa
- Imagens de personalidades acima do peso nas revistas. Além de evidenciar fotos que mostrem celulite, pele flácida, etc.
- Visão dos estilistas e modelos
- Armani denuncia anorexia e mito da eterna juventude X Karl Lagerfeld declara: “Não vemos garotas anoréxicas. Elas têm ossos finos.”
- Modelos defendem indústria da moda: Naomi Campbell qualifica o problema da anorexia "como uma doença psicológica" e não “conseqüência de pressões externas". Gisele Bundchen diz que culpa é da falta de apoio familiar.
- Os editoriais de moda insistem em mostrar mulheres vulneráveis, com aspecto de doentes. É comum aparecerem fotos degradantes das modelos. Diferente dos modelos masculinos que aparecem saudáveis.
- Uma geração atrás as modelos pesavam 8% menos que uma mulher média, hoje, elas pesam, pelo menos, 23% menos.
- A Manipulação Digital cria falsas mulheres perfeitas.
- Influência Direta
- In 1995, um estudo psicológico mostrou que três minutos olhando fotos de modelos em revistas femininas causava sentimentos de depressão e culpa em 70% das mulheres pesquisadas.
- No British Journal of Pyscghiatry, em 2002, pesquisadores da Harvard Medical School descobriram que as mulheres das Ilhas Fiji - expostas à televisão - aumentaram drasticamente o desejo por dietas
- Padrão brasileiro
- "A Anorexia Nervosa parece ter uma prevalência bem maior em sociedades industrializadas, nas quais existe abundância de alimentos e onde , especialmente no tocante às mulheres, ser atraente está ligado à magreza .”
- Esquecemos nosso próprio estereótipo e adotamos o padrão Barbie. Copiamos um padrão que não condiz com o corpo da brasileira.
- “ À medida que o padrão internacional se estabeleceu, os gostos passaram a mudar. "Aqueles seios imensos que você vê nos Estados Unidos, como na 'Playboy', sempre foram considerados ridículos no Brasil", disse Ivo Pitanguy, o mais renomado cirurgião plástico do país. "Mas agora há uma tendência maior do que antes para querer seios um pouco maiores -não torná-los imensos, mas mais proporcionais como parte de um corpo que é mais esbelto e mais atlético.“
- Helô Pinheiro : Atuais modelos não inspirariam Vinícius!
- Estatísticas – Pesquisa da Dove
- 3.200 mulheres, entre 18 e 64 anos de idade, de dez países EUA, Canadá, Inglaterra, Itália, França, Portugal, Holanda, Brasil, Argentina e Japão.E conclui que as mulheres estão mais propícias a estarem satisfeitas com suas vidas e seu bem-estar. No entanto, apenas 2% se define como 'bela'
- Insatisfação física: japonesas (59%), seguidas pelas brasileiras (37%), inglesas e norte-americanas (36%), argentinas (27%) e holandesas (25%)
- Satisfação com a beleza: Brasil (um dos menores índices) apenas 1% das mulheres se descreve como 'bonita', e 6% como 'bela'. Abaixo desse índice, apenas o Japão, com 0%
- 13% das brasileiras afirmam que só as 'top-models' são verdadeiramente bonitas
- 54% das brasileiras já considerou submeter-se a cirurgia plástica e 7% relatam ter feito algum tipo de intervenção, a taxa mais alta entre os países pesquisados
- Apesar da beleza surreal, a mídia insiste que essa beleza é alcançável por meio de trabalho árduo, esforço e a compra do produto certo. Ela é responsável pelo aumento da insatisfação das pessoas com seus corpos, ao retratar e destacar apenas tipos exuberantes de físico.
- 68% concordam que a mídia utiliza padrões irreais e inatingíveis de beleza
- 75% querem que a mídia retrate a beleza com pessoas normais
- 76% dizem que a mídia retrata a beleza baseada mais na atratividade física do que na beleza
- Revolta contra a doença
- Mesmo as campanhas contra a doença influenciam a favor dela. “Elas são narcisistas, egocêntricas e presunçosas e, por isso, elas querem estar lá.” Toscani
- Das pessoas que visitavam sites pró-transtornos, quase 50% afirmaram que acabaram aprendendo também ali novos métodos para perder peso.
- Grandes associações de moda querem trabalhar juntas contra anorexia.
- Em Milão, modelos precisam apresentar exame médico para provar que estão saudáveis e com o peso controlado.
sábado, 18 de setembro de 2010
Apenas um mimo
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